Se você é um fiel usuário da Netflix, provavelmente não se lembra da última vez que ligou seu leitor de DVD
ou Blu-Ray. Esta, que parece ser só uma impressão sua, é uma tendência contundente na indústria do entretenimento: o fim das mídias físicas – ou a severa diminuição de seu uso. Isso graças ao avanço da banda larga – inclusive no Brasil – e a facilidade de acesso a muitos serviços de streaming de conteúdo, como o próprio Netflix, ou o Crackle, ou o Spotify, entre outros.

A predileção por conteúdos em nuvem ou por streaming é ainda mais forte para imagens em ultra-alta definição, ou 4K que por serem mais pesadas exigem muito espaço de armazenamento das mídias físicas. Mas na nuvem, tudo é leve e o problema deixa de existir. Por isso, para Erico Traldi, gerente de TV e áudio da Samsung, “esse conteúdo de alta definição tende todo a ir para o on-line, oferecendo maior praticidade e facilidade.”.

É na indústria de video games que o impacto da nuvem pode ser mais significativo. As iniciativas de jogo via streaming pipocam ali e acolá, sugerindo que Playstation 4 e Xbox One podem ser os últimos aparelhos a rodar jogos em mídias físicas. Para o gerente da NVIDIA, Bryan Del Rizzo, em entrevista concedida durante a Brasil Game Show de 2015, em outubro, os jogos tendem a migrar para a nuvem em um intervalo de poucos anos. Na ocasião, a frabicante de hardwares apresentou o NVIDIA Shield, um aparelho que, acoplado à TV, o qual oferece serviços de jogos e entretenimento on-line.

A iniciativa mais recente, neste sentido, vem da Samsung, graças à parceira com a plataforma Gamefly, o Netflix dos games. Desde a linha Full HD, as televisões da marca contam com um serviço de video games via streaming – embora com uma limitada biblioteca de títulos – dispensando a necessidade de um segundo aparelho para jogá-lo. Mas enquanto a tendência não se consolida, os consoles e os discos físicos seguem como a realidade para os próximos anos, no curto e médio prazo.

Conheça alguns games disponíveis na Gamefly.

Para Erico, a televisão confirma sua força como centralizadora de entretenimento – e nesta direção já apontam alguns gadgets como o Chromecast, da Google, e o Apple TV. A diversão pode vir via streaming, mas passará pela tela da TV, graças ao conforto e praticidade proporcionados pelo aparelho. “O televisor se torna um ponto convergente”, opina. “Você pode levar esses muitos conteúdos para ele. E com internet das coisas, em que todos os devices da casa podem estar interconectados, nós estamos olhando para um novo e enorme horizonte de possibilidades para a TV.”.

É preciso uma excepcional conexão de internet para usufruir de streaming? “Essa tecnologia não precisa de tanta banda larga”, considera Erico. “É possível usar o Gamefly com uma internet de oito mega, algo baixo, sem problemas.” Segundo o mais recente levantamento do Comitê Gestor da Internet (CGI), de 2014, metade dos domicílios brasileiros possui acesso à internet. Graças à crescente melhoria da infraestrutura de rede no país, o streaming é a principal aposta da indústria do entretenimento por aqui hoje. “Já é um fato consumado”, decreta Erico.

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