Admiração por Erivelto, vice-presidente da Acadêmicos do Tatuapé

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EVOLUÇÃO E HARMONIA. Esses são conceitos presentes em cada passo da trajetória de Erivelto Coelho, empresário de carnaval e vice-presidente da Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé. Este apaixonado por carnaval chegou à escola há 23 anos, tocando na bateria. Por lá exerceu todas as funções possíveis até alcançar o patamar de hoje. Na verdade, quase todas: “Eu só não fui baiana e mestre-sala ou porta bandeira nessa escola.”

“É a minha vida, não tem como não ser”, comenta Erivelto sobre a Acadêmicos do Tatuapé. “Eu vivi mais da minha vida com a agremiação do que com os meus pais, aprendi a ser quem eu sou aqui. ”

Enorme Conquista

A Tatuapé chega aos 65 anos com idas e vindas no grupo especial. Em 2017, conquistou pela primeira vez o título de campeã geral. Essa alegria foi fruto de um trabalho sério e dedicado de Erivelto, de seu compadre e presidente da escola, Eduardo dos Santos, e uma diretoria que, desde 2010, tem retomado a energia e o carinho da comunidade pela agremiação.

Mas não é fácil levar mais de três mil pessoas a cantar com coração o samba na avenida. Foi aí que a paixão e a dedicação se fizeram necessárias. “Em 2010 não tínhamos nem 600 componentes para levar para um desfile”, relembra o vice-presidente.

Erivelto tem razão ao se orgulhar quando fala da gestão da Tatuapé. “Nós conseguimos criar uma escola com o nosso perfil”, considera. Aprendendo com os erros de outras escolas que admiravam, aos poucos foram ajustando o tom e investindo mais nesta paixão.

Eu vivi mais da minha vida com a agremiação do que com os meus pais. Aprendi a ser quem eu sou aqui.

Erivelto Coelho

Reacendendo a comunidade

Para fazer com que as pessoas acreditassem de novo na escola, depois de anos de tropeços, Erivelto e o presidente Eduardo trouxeram grupos de esporte do bairro para a agremiação. Também implantaram algo bem incomum entre as escolas: oferecer a fantasia de graça aos participantes do desfile.

Quem quer cantar o samba da Tatuapé na avenida só precisa fazer a sua parte do acordo, como ensina Erivelto: “Você vai participar dos ensaios, cantar mais que os outros, dançar mais que os outros, e devolver essa fantasia ao final para que a gente possa reciclá-la e agregar valor a ela para próximo desfile.”

Aos poucos, ano a ano, a autoestima e o senso de comunidade se formaram outra vez ao redor da escola. E manter o clima agradável, é claro, é um desafio mesmo para quem já conquistou tanto. “Se não existe harmonia, não estiverem todos pelo mesmo objetivo de união e paz para trabalhar, o resultado não vem”, considera Erivelto.

Dedicação e vontade de vencer

A esperança é que a escola cresça, mas sem perder a sensação de família que se criou ali. “Hoje, cerca de 80% dos nossos componentes se repetem no próximo carnaval. Isso é muito raro”. E, para o futuro, ele acredita que a Tatuapé tem a obrigação de brigar para ganhar. “Se a gente ensaiou 30 vezes ano passado e ganhou, agora não adianta ensaiar 20″, prega o vice-presidente. “Se não ensaiar 40 não ganha de novo.”

A Tatuapé mereceu seu espaço entre as gigantes e passou a ser parâmetro para todas as outras escolas. Dedicação e sucesso que levantam o ânimo e surpreendem tanta gente, até ele mesmo. “Eu não tinha noção do que me transformaria aqui”, comenta Erivelto. Graças a essa energia toda, nosso bairro hoje tem mais um motivo para se orgulhar, levantar, e sambar junto com as cores da Tatuapé.

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